Procuradora-chefa Dalliana Vilar participa de debate sobre violência doméstica e fortalecimento da rede de acolhimento às mulheres
Diálogo foi promovido pelo TRT-10 em alusão ao Agosto Lilás
A procuradora-chefa do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e Tocantins (MPT-DF/TO), Dalliana Vilar Pereira, participou, nessa quinta-feira (13/8), da mesa de debates “Violência doméstica, silenciamento e responsabilidade institucional”, promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da Décima Região (TRT-10). O encontro é parte da programação do Agosto Lilás e reuniu magistradas, representantes do Ministério Público do Trabalho e profissionais do Tribunal para fortalecer o diálogo, a prevenção e a rede de acolhimento às mulheres.
Na ocasião, a procuradora-chefa Dalliana Vilar destacou que o Ministério Público do Trabalho atua tanto na fiscalização do cumprimento de leis protetivas quanto no incentivo para que as empresas adotem canais internos de denúncia, programas de acolhimento e campanhas educativas. Para a procuradora, transformar o ambiente corporativo em um espaço seguro e livre de assédio é um passo fundamental para romper ciclos de violência que afetam a vida e a dignidade das mulheres dentro e fora do trabalho.
Além da procuradora-chefa do MPT-DF/TO, a roda de debates contou com a participação da vice-presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 10ª Região, juíza Simone Bernardes Soares; da juíza Andréa Keust Bandeira de Melo; e da médica do trabalho do TRT-10, Germana Veloso Machado Guerra de Morais.
A diversidade de experiências das participantes permitiu abordar o enfrentamento à violência contra a mulher sob diferentes perspectivas. A roda foi marcada pela troca de informações, vivências e práticas adotadas pelas instituições representadas, reforçando a importância de uma rede articulada de prevenção, identificação, acolhimento e proteção.
Mais do que falar sobre violência, o encontro buscou reafirmar que escutar também é uma forma de proteger. Romper o silêncio não deve ser uma responsabilidade solitária de quem sofre violência. É também compromisso das instituições e de toda a sociedade construir ambientes em que as mulheres possam falar, ser ouvidas e encontrar acolhimento.
O Agosto Lilás reforça essa mensagem: informação, escuta e ação conjunta podem abrir caminhos para interromper ciclos de violência e preservar vidas.
Com informações do TRT-10
