MPT, Justiça do Trabalho e OAB-DF preparam feira de oportunidades de trabalho no DF
Evento, que será realizado em novembro, busca aproximar empresas e pessoas em busca de oportunidades, com foco na inclusão e na formação profissional
O Distrito Federal receberá, em 14 de novembro, a Feira de Oportunidades de Contratação de Pessoas com Deficiência e Jovens Aprendizes. A iniciativa busca conectar empresas que oferecem vagas a pessoas em busca de oportunidades profissionais, contribuindo para reduzir barreiras de acesso ao trabalho e ampliar a inclusão.
O Ministério Público do Trabalho no DF e no TO (MPT-DF/TO), a Justiça do Trabalho e a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) participaram, na última quarta-feira (21), de reunião de preparação do evento. A parceria reúne esforços para estimular a contratação de pessoas com deficiência e o acesso de jovens à aprendizagem profissional.
A procuradora-chefa do MPT-DF/TO, Dalliana Vilar Pereira, participou da reunião preparatória ao lado da juíza do Trabalho Francielli Gusso Lohn, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), da advogada Jacqueline Amarílio de Sousa e do presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira.
Parceria com resultados
A edição anterior, realizada em 27 de setembro de 2025, na sede da OAB-DF, reuniu mais de 20 empresas e ofereceu pelo menos 200 vagas. Segundo o balanço divulgado pela OAB-DF, houve contratações imediatas, oficinas de elaboração de currículos e oferta de cursos de formação pelo Senac.
Promovida pelo TRT-10 em parceria com a OAB-DF, o MPT e o Ministério do Trabalho e Emprego, a feira também marcou a assinatura de um termo de compromisso para dar continuidade à cooperação entre as instituições e à realização de novas edições.
Inclusão e permanência no trabalho
Além de aproximar empresas e pessoas interessadas nas vagas, a experiência de 2025 abriu espaço para discutir os desafios da inclusão no ambiente profissional. Uma roda de conversa reuniu pessoas com deficiência, representantes de empresas e integrantes do Ministério Público, do Judiciário e da advocacia.
As discussões abordaram barreiras de acesso à formação, dificuldades de contratação e permanência no emprego e o enfrentamento ao preconceito, à discriminação e ao assédio. O diálogo destacou a necessidade de oferecer condições para que as pessoas contratadas sejam respeitadas, desenvolvam suas atividades e construam suas trajetórias profissionais.
A aprendizagem profissional também integra essa proposta de inclusão. Ao combinar formação e experiência no trabalho, pode contribuir para a qualificação de pessoas com deficiência e abrir caminhos para sua posterior contratação. A iniciativa contempla, ainda, oportunidades de aprendizagem para jovens sem deficiência, ampliando seu alcance.
